Orislandia e o dia 18 de maio


18 de maio -  Dia nacional do combate e exploração sexual contra Crianças e Adolescentes.

Em nossa querida cidade de Placas a População já se habituou com o nome das maiorias das Ruas, hoje vou relatar uma rua em especial, cujo nome homenageia a memória de uma criança que se chamava Orislandia. Esta quarta feira dia 18 de maio - É o Dia nacional do combate a exploração sexual contra Crianças e Adolescentes. E em apoio a Campanha de enfrentamento e combate ao abuso e a exploração Sexual no Município de Placas, realizada pelo conselho municipal dos direitos da Criança e do Adolescente de Placas, faço essa postagem emocionado, porque é difícil não se emocionar ao lembrar daquela menina linda das bochechas rosadas, que estava sempre no campo comunitário ou na avenida perimetral oferecendo coxinhas.
Uma triste história que jamais será esquecida pelos que a vivenciaram, a história de uma criança linda, irradiante, que trabalhava pra ajudar a família, mas que nunca parava de sorrir, que nunca desanimava, e que cuja simpatia, alegria, e beleza pode tê-la levado a morte...

Conheça Orislandia

Criança e Adolescente


“Vivendo em Paz e Feliz”
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Travessa Boa Esperança - Centro - Placas - PA.
“Criança e Adolescente”: Prioridade Absoluta.
Campanha de enfrentamento e combate ao abuso e a exploração sexual no Municio de Placas.

Breve histórico da Rua Orislândia

Localização: Nos Bairros: São Francisco, Centro e Otobelli
Cidade de Placas – Pará

     Orislândia foi uma garota estudante, filha de uma família humilde de Placas na década de 90 que, para ajudar sua família, economicamente instável, vendia salgados (quitutes), que eram feitos por sua mãe que os arrumavam organizadamente em uma forma (assadeira) de alumino, muito simples, más extremamente limpa e cobertos com um pano de cozinha de igual teor da vasilha que acondicionava os produtos.
     Ela estudava a 2ª série na Escola Tancredo Neves com a Profª Irani de Andrade Tomaela e em geral, nos fins de semana, o campo Otaviano de Macedo (hoje desativado) tinha nesta época campeonatos de futebol de campo muito disputado com a presença de várias equipes da área urbana e rural que aos domingos colocava a beira do campo singelo, más aconchegante, milhares de pessoas afoitas pela vitória de seu time.
     Aquele domingo era um domingo como todos os outros, o campo estava lotado, era uma tarde de verão nortista: calor, adrenalina em campo, gente para todo lado, dezenas de atletas fardados a espera do próximo jogo. Orislândia passava a toda hora na nossa frente, oferecendo seus quitutes, que em geral eram todos vendidos até o final de cada tarde de domingo. Os jogos acabaram, fomos todos pra nossas casas, involuntariamente em paz, sem saber do terrível ocorrido... Lembro me de esta deitado e de repente começar a ouvir pelo alto falante da Igreja Assembleia de Deus (hoje com outro prédio hodierno, más no mesmo lugar ao lado do posto Equador) o Irmão Murilo (que era Diácono da Igreja) avisa a toda hora, procura-se por uma garota chamada Orislândia que até aquela hora da noite ainda não tinha voltado para casa, e isso não aconteceu, para aflição da sua mãe, da população de Placas, ela simplesmente desapareceu por uma semana: sem noticias, sem pistas, ... Chegou o próximo sábado, 6 dias depois de seu desaparecimento, estava em casa com minha mãe e professora dela, Irani de Andrade, chega a terrível noticia: Alguém passando pelos caminhos que ligavam as poucas casas que tinham no que hoje é o Bairro Boa Esperança sentiu um mal cheiro e foi verificar: Achou seu corpo em decomposição, totalmente perfurado de arma branca, com fortes indícios que que ouve agressão sexual.. Foi um abalo municipal.. Seus restos mortais foram sepultados com muita emoção no cemitério municipal e até hoje não se tem uma certeza do mal feitor que foi personagem diabólico da maior ato de crueldade que Placas já vivenciou. Isso aconteceu em 1990 e jamais será esquecido pelos moradores pioneiros de Placas.

Histórico cedido por; LisvaldoTomaela (em 1990)
Professor da Prefeitura de Santarém - Pa
Então secretário da Liga Esportiva de Placas
Mesário dos jogos da tarde do ocorrido
Testemunha ocular da história narrada.
Obs: Pedimos desculpas caso alguns dados estejam desconforme com a realidade pelo tempo que ocorreu o fato narrado poderemos ter cometidos involuntariamente inverdade.

No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espirito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado e os seus agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. A data ficou instituída como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” a partir da aprovação da Lei Federal nº. 9.970/2000. O  “Caso Araceli”, como ficou conhecido, ocorreu há quase 40 anos, mas, infelizmente, situações absurdas como essa ainda se repetem.

Diferença entre Abuso e Exploração Sexual

O abuso sexual envolve contato sexual entre uma criança ou adolescente e um adulto ou pessoa significativamente mais velha e poderosa. As crianças, pelo seu estágio de desenvolvimento, não são capazes de entender o contato sexual ou resistir a ele, e podem ser psicológica ou socialmente dependentes do ofensor. O abuso acontece quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual. Já a exploração sexual é quando se paga para ter sexo com a pessoa de idade inferior a 18 anos. As duas situações são crimes de violência sexual.

Denúncias

No Brasil  o “Disque 100”, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, é um serviço de recebimento, encaminhamento e monitoramento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Os dados mostram que, de março de 2003 a março de 2011, o Disque recebeu 52 mil denúncias de violência sexual contra este público, sendo que 80% das vítimas são do sexo feminino.
O Disque 100 funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive aos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita para o número 100; e do exterior pelo número telefônico pago 55 61 3212-8400 ou pelo endereço eletrônico: disquedenuncia@sedh.gov.br.
A intenção do 18 de maio é destacar a data para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta e proteger nossas crianças e adolescentes. A data reafirma a importância de se denunciar e responsabilizar os autores de violência sexual contra a população infanto-juvenil.

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