CRÔNICAS DO GILBERTO LEITE: PONTES OU CERCAS?

Acompanhando o momento da atual conjuntura política brasileira observamos muitos animos exaltados, pessoas criando um lado radical que muitas vezes a distancia do próximo, lado este que a faz rotular amigos por siglas partidárias, muitas pessoas comparam amigos, vizinho, parentes com golpistas, com corruptos, com bandidos, simplesmente por que a pessoa criou um lado em defender pessoas que ele não conhece e acaba se desentendendo com as pessoas que conhece.
Eu vejo isso com frequência em Placas minha cidade e em todos os lugares que conheço, vejo amigos discutindo e se afastando por causa da política, vejo pessoas torcendo para que governos não sejam bem sucedidos, pessoas reclamando de coisas que fazem bem ao coletivo mas que promovem  pessoas de lados opostos. Esses lados provocados principalmente por diferentes visões políticas são muros e cercas que construimos ao nosso redor, muros que nos afastam, que separam amigos, famílias e conhecidos. Muros da discórdia, muros da ambição, muros do poder, muros da insensibilidade, muros invisíveis, muros que não são muros mas que separam, muros que tiram direitos e impõem vantagens. Muros invisíveis, transparentes, inexistentes mas muitas vezes intransponíveis.
Sou defensor da criação e da construção de pontes, pontes que integram, pontes que agregam, pontes que aproximam, pontes que integram. No meu ponto de vista a política é a maior ponte entre a população e o acesso aos serviços públicos. Mas a grande maioria dos políticos criam muros na políticas, muros de poder, muros de ganancia, muros do continuísmo, muros estes que distanciam a população dos serviços públicos e da política, muros que os protegem e os cercam. Cabe a cada um de nós derrubar esse muro, e o caminho é um só, construindo pontes, e como construímos as pontes? Cobrando serviços públicos de qualidade, cobrando e lutando por melhorias em nosso país. Vale destacar que não devemos procurar melhorias em todas as áreas, na saúde, segurança, educação, lazer, cultura, entre vários outros direitos básicos e fundamentais para o nosso completo bem-estar. E a principal ponte para isso é a participação popular na política, é a cobrança ativas dos direitos e a disposição do nome para as disputas eleitorais, é sair da zona de conforto, é não se conformar em criar um lado, é lutar com veemência para que as coisas aconteçam, é ser humilde e saber perdoar, é colocar nossas amizades e conhecimentos pessoais e sociais acima da diferenças políticas e lutar num objetivo comum a todos, não a um grupo, uma pessoa ou apenas a nós mesmo.
Gilberto Leite

Deixo a meus leitores essa linda parábola, após a leitura completa vcs vão tirar a conclusão do que é melhor construir.

Pontes ou cercas?

Dois  irmãos  que  moravam  em  fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho,  entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas  agora  tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido,
finalmente  explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua  porta.

"Estou  procurando  trabalho. Sou  carpinteiro. Talvez  você tenha algum serviço para mim."
 "Sim,  disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do  meu  vizinho.  Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta."
 "Acho  que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos."

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.

O   homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.

Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte  foi  construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou  enfurecido e falou:
"Você  foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei."

Mas as surpresas não pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão  se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu  lado do rio.

O irmão mais novo então falou:
"Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse."

De  repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se,  chorando no meio da ponte.

O  carpinteiro que fez o trabalho, começou a fechar a sua caixa de ferramentas.
"Espere, fique conosco!  Tenho outros trabalhos para você."

E o  carpinteiro respondeu:
"Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir..."

Já  pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas  e  muros  e  passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e  principalmente nossos  inimigos...

Muitas vezes desistimos de quem  amamos  por  causa  de  magoas  e mal entendidos.

Vamos deixar  isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém tem que dar o primeiro passo.

Construa pontes ao seu redor!

"O  manejar da vela não consiste em que se deixe o barco, simplesmente, ser  impulsionado  pelo  vento;  a  arte do marinheiro que tripula o barco veleiro  consiste,  pelo  contrário, em saber utilizar a força do vento  fazendo  que  oriente  o  barco  em  uma  determinada direção, em saber inclusive, muitas vezes, navegar contra o vento"
Viktor Emil Frankl

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