Jatene rompe com o PMDB esta semana

Jatene rompe a corda nesta semana


Chegou a hora.
Quando pedir, até a próxima sexta-feira, que o PMDB lhe devolva os cargos que ocupa no governo desde janeiro de 2011, o governador Simão Jatene estará, como diziam d'antanho os coleguinhas da  crônica esportiva, dando tintas finais no marcador.
Marcador, no caso, é a aliança que tucanos e peemedebistas celebraram ainda no segundo turno da campanha de 2010, quando Ana Júlia Carepa (PT) foi derrotada em sua tentativa de se reeleger.
Mas - e vejam só como são as rodas da política -, na mesma hora em que expurgar o PMDB de seu governo, Jatene também estará reconhecendo a impossibilidade de manter como aliado um partido que não apenas adota há meses um discurso francamente oposicionista, como também já foi eleito como escolhido preferencial do PT nas próximas eleições. O mesmo PT de Ana Júlia que o PMDB, repita-se, ajudou a derrotar no pleito de 2010.
Muda o quê, uma vez estando selado o rompimento entre peemedebistas e tucanos?
Muda muito.
A face mais visível da mudança, é claro, será na Assembleia Legislativa, onde o governo tinha até agora uma folgadíssima maioria.
A segunda mudança será na cara do governo.
Jatene, dizem as vozes que falam por ele nos bastidores, estará mais livre para aproveitar este ano e meio de seu governo para tentar concretizar boa parte dos compromissos que firmou com a maioria dos eleitores paraenses, quando foi conduzido ao governo pela segunda vez.
É esperar pra ver.
A Assembleia Legislativa do Estado será o primeiro - e mais visível - ringue, ou melhor, o primeiro octógono para que tucanos e peemedebistas travem suas lutas, após consumado o rompimento entre os dois partidos.
Tucanos estão certos de que, até mesmo para demarcar sua nova condição de bancada oposicionista ao governo Simão Jatene, os deputados estaduais do PMDB deverão elevar o tom das críticas cada vez mais, à medida que se aproximar o período eleitoral.
E não se espantem se, daqui para frente, o PMDB insistir mais e mais em pedidos de CPI, depois de terminadas as apurações legislativas que estão em curso na Assembleia, duas delas envolvendo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Mas o PSDB avalia que, em termos de discurso pelo menos, não será muito diferente o tratamento que o PMDB passará a dar ao governo, depois que a corda se rompeu.
Consideram, nesse sentido, que há um bom tempo, mais precisamente há uns três meses, o PMDB passou a adotar atitude francamente oposicionista ao governo Jatene.
E agora, com a aliança cindida, acham os tucanos que o PMDB apenas carregará um pouco mais nas tintas verbais.
Mas o partido pode carregar muito.
Ou bem mais que os tucanos imaginam.

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